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O Alnwick Garden alberga o pequeno, mas perigoso Jardim Venenoso — repleto exclusivamente de cerca de 100 plantas tóxicas, intoxicantes e narcóticas. Os limites do Jardim Venenoso estão protegidos por portões de ferro preto, que só se abrem durante as visitas guiadas.

É estritamente proibido aos visitantes cheirar, tocar ou provar qualquer planta.

Atreve-se a entrar?

Estas plantas podem matar.

Uma combinação de túneis escuros cobertos de hera e canteiros em forma de chama cria um jardim educativo repleto de interesse e intriga, onde as plantas mais perigosas são mantidas dentro de gaiolas gigantes.

Mergulhe na história do veneno enquanto os nossos guias lhe relembram alguns dos casos de envenenamento mais notórios do mundo.

Se gosta de colher plantas silvestres, não pode perder o passeio pelo Jardim do Veneno! Aprenda a sobreviver na natureza sabendo o que NÃO deve colher!

O Jardim Venenoso apresenta cerca de 100 espécies de plantas perigosas, tóxicas e nocivas, cada uma das quais com potencial para causar ferimentos graves! Estas são algumas das mais perigosas a ter em atenção (mas não a tocar) durante a sua visita:

Laburno
Atropa belladonna
Helleborus odorus
Aconito
Ricinus communis
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Papoila do ópio
Gympie-Gympie

…e mais algumas dezenas!

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A história do Alnwick Garden começa em 1995, quando Ralph e Jane Percy se tornaram duque e duquesa de Northumberland. Tornando-se proprietários do Castelo de Alnwick e do seu jardim de 12 hectares. Apesar de ter sido um espaço grandioso no passado, deixou de ser cuidado durante o século XX e fechou ao público em 1950.

A duquesa Jane Percy foi a mentora da regeneração do parque. Ao visitar o parque, encontra um complexo surpreendente de jardins contemporâneos com um labirinto de túneis de bambu, uma cascata de água central, um pomar de cerejeiras e um jardim em forma de serpente cheio de fontes. Além disso, há uma das maiores casas na árvore do mundo, que abriga um restaurante, bar e espaços para eventos.

Apesar de estar repleto de esculturas e tecnologias de iluminação e água de última geração, a duquesa sentia que ainda faltava algo. Após visitar um terreno com plantas farmacêuticas em Itália, concluiu que um jardim mortal seria muito mais interessante e curioso do que um parque comum. “Sempre me perguntei porque é que tantos jardins se dedicam apenas a realçar o poder curativo das plantas, em vez da sua capacidade de matar. Senti que a maioria das crianças estaria mais interessada em saber como uma planta as pode matar e quanto tempo levariam a morrer”, explicou na altura.

O Poison Garden foi inaugurado em 2005 e, embora esteja aberto ao público, os visitantes só são permitidos com a supervisão de guias especializados — e completamente informados sobre cada uma das espécies mortais e dos seus usos terríveis ao longo da história.

São cultivadas espécies venenosas, alucinogénias e medicinais oriundas de várias partes do mundo. Uma das plantas mais perigosas é a mata-lobos, que contém toxinas cardíacas capazes de provocar a morte. Em tempos, era usada para cobrir as pontas das flechas com o veneno para caçar lobos, daí o seu nome.

Ainda assim, essa não é a mais perigosa que pode ser encontrada no terreno: esse título é da mamona, considerada a planta mais venenosa e tóxica do mundo, segundo o “Guiness World of Records”. Toda a planta, principalmente as sementes, apresentam uma toxina vegetal denominada ricina, que provoca uma morte dolorosa e inevitável.

Pode ver o mapa completo dos jardins e comprar bilhetes no site oficial em https://www.alnwickgarden.com/

Fontes: alnwickgarden.com e nit.pt